A cidade de Nairóbi, capital do Quênia, foi palco de intensos confrontos nesta segunda-feira (7), quando a polícia queniana colidiu com manifestantes que protestavam contra o governo. As autoridades bloquearam as principais vias de acesso à cidade e a maioria das empresas permaneceu fechada durante os distúrbios.
Os manifestantes, que exigem a renúncia do presidente William Ruto, acusando-o de corrupção, brutalidade policial e da alta do custo de vida, montaram barricadas, acenderam fogueiras e lançaram pedras contra a polícia. Em resposta, os agentes dispararam munições e lançaram gás lacrimogêneo, ferindo pelo menos um manifestante.
As manifestações foram marcadas para o dia 7 de julho, conhecido como Saba Saba, uma data histórica que remete aos protestos populares de 1990, que resultaram na transição do país de um regime de partido único para uma democracia multipartidária.
A segurança foi intensificada: veículos privados e transportes públicos foram impedidos de entrar na cidade e até pedestres foram barrados, com exceção de trabalhadores com funções consideradas essenciais.
O Ministro do Serviço Público, Geoffrey Ruku, declarou que os serviços públicos não seriam afetados e que os funcionários deveriam comparecer normalmente ao trabalho. Já o Ministro do Interior, Kipchumba Murkomen, avisou no domingo que o governo não toleraria protestos violentos.
As vias que dão acesso ao parlamento e ao gabinete presidencial foram cercadas com arame farpado, em uma tentativa de impedir o avanço dos protestos ao centro do poder.
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